Só esperando um empurrãozinho
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
A Teoria do Relógio
Só esperando um empurrãozinho
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
invariaveis
Quase um choque térmico, todo dia uma nova expectativa, todo dia uma nova duvida, todo dia uma nova mudança brusca na minha linha de raciocínio. Não sei lidar com isso, com coisas completamente fora do meu controle ou nem do meu controle mas da minha lista de possibilidades. Acordar sempre com uma opinião nova sobre um fato antigo, oscilar entre o que é, o que poderia ser e o que parece ser. Todas minhas hipóteses mais consistentes se enquadram perfeitamente nos três grupos acima. Isso mostra o quanto inconsistente são os meus fatos mais sólidos.
domingo, 11 de julho de 2010
Mudanças e a volta à realidade.
Mudei muito nos últimos 12 meses, talvez até demais. Não sei se ainda me conheço e isso é estranho. Tenho feito coisas que nunca fiz, sentido coisas que antes não faziam sentido e tenho falado. Pra quem não sabe quem eu fui isso pode parecer estranho, mas sempre fui um cara reservado e até calculista, nunca abri a boca sem que eu já soubesse o que ia dizer, pra quem ia dizer e quais consequências isso traria mas os ares mudaram e agora eu simplesmente falo, descobri que talvez eu não soubesse e sim supusesse o que aconteceria e hoje em dia, tomado por uma estranha inconseqüência, eu ignoro minhas suposições e falo e faço.
Toda essa minha mudança veio acompanhada de um clima de aproveitar ao Maximo minha vida, é como se estivesse todo esse tempo de férias e agora sinto que minhas férias estão chegando ao fim, aos poucos eu vou mergulhando na realidade e me dando conta que eu tenho cada vez menos controle sobre o que me proponho e me dando cada vez mais conta de mim mesmo.
Organizando ideias eu noto que, agora, tenho consciência a meu respeito e que talvez saiba o que fazer. Agora sim, que seja Bem vindo resto do ano (:
Noites
“Algumas noites esquecidas
Algumas pra relembrar
Sofás virados na sala
Cervejas na mesa do bar.”
-
Seja Bem vindo resto do ano (:
Não tinha o intuito de postar nesse blog qualquer texto que não fosse meu, mas esse é uma homenagem a minha grande amiga Renata Mulinelli ;D
“A historia sem fim”
As paixões humanas são misteriosas, e as das crianças não o são menos
que as dos adultos. As pessoas que as experimentaram não as sabem
explicar, e as que nunca as viveram não as podem compreender. Há pessoas
que arriscam a vida para atingir o cume de uma montanha. Ninguém é capaz
de explicar por quê, nem mesmo elas. Outras arruínam-se para conquistar o
coração de uma determinada pessoa que nem quer saber delas. Outras, ainda,
destroem-se a si mesmas porque não são capazes de resistir aos prazeres da
mesa — ou da garrafa. Outras há que arriscam tudo o que possuem num jogo
de azar, ou sacrificam tudo a uma idéia fixa que nunca se pode realizar.
Algumas pensam que só podem ser felizes em outro lugar que não naquele
onde estão e vagueiam pelo mundo durante toda a vida. Há ainda as que não
descansam enquanto não conquistam o poder. Em suma, as .paixões são tão
diferentes quanto o são as pessoas.
A paixão de Bastian Baltasar Bux eram os livros.
Quem nunca passou tardes inteiras diante de um livro, com as orelhas
ardendo e o cabelo caído sobre o rosto, esquecido de tudo o que o rodeia e
sem se dar conta de que está com fome ou com frio…
Quem nunca se escondeu embaixo dos cobertores lendo um livro à luz
de uma lanterna, depois de o pai ou a mãe ou qualquer outro adulto lhe ter
apagado a luz, com o argumento bem-intencionado de que já é hora de ir
para a cama, pois no dia seguinte é preciso levantar cedo…
Quem nunca chorou, às escondidas ou na frente de todo mundo, lágrimas
amargas porque uma história maravilhosa chegou ao fim e é preciso dizer
adeus às personagens na companhia das quais se viveram tantas aventuras,
que foram amadas e admiradas, pelas quais se temeu ou ansiou, e sem cuja
companhia a vida parece vazia e sem sentido…
Quem não conhece tudo isto por experiência própria provavelmente não
poderá compreender o que Bastian fez em seguida.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
E me contou que só foi rei porque pensava assim tão diferente.”
Faz muito que eu
descobri que essa receita de relacionamento que todo mundo vende por aí não da certo. Esse papo de namoro, noivado, compromisso, isso só joga tudo pelo ralo, a partir do momento que vemos outra pessoa como alguém que tem um compromisso, um obrigação, paramos de vê-la como uma companhia e passamos a vê-la como alguém que nos deve satisfações, alguém que nos deve quando nos dispomos à ajudá-la, e não alguém à quem queremos ajudar. Cobrança é o termo correto, mas é uma cobrança diferente, que só existe entre casais, não é a mesma cobrança que existe entre amigos, por exemplo, amigos são amigos e se ajudam, quando se é amigo e algo desgostoso acontece se resolve, talvez não rápido, nem facilmente, mas se resolve e pronto. Tratando-se de um relacionamento de casal isso não funciona bem assim, acontece e aí nos sentimos no direito de retribuir e assim retribuímos coisas que a muito deviam ter sido deixadas pra trás o que torna esse sistema uma bola de neve e quando se nota já é tarde e se percebe que como casal a amizade já não existe mais, apenas a cobrança.
Por isso a partir de agora me torno adepto de outro tipo de relacionamento, um relacionamento que do meu ponto de vista funciona melhor, onde não existem regras nem cobranças, onde tudo começa e termina sem maiores explicações, cada um faz o que lhe parece certo. a partir do momento que o certo de um se torna desconfortável ao outro ambos se deixam ir e se tem pra sempre, sem brigas, sem ressentimentos e sem desgastar o afeto que um sentia pelo outro. Simples assim, como amigos que se abraçam na saudade.
terça-feira, 13 de abril de 2010
*
sOBRE vIVENCIA.
Acontece que as loucuras que eu vivia dentro de mim ja deram o que tinham que dar, já não me bastam. era muito bom quando, independente de onde eu estivesse, eu conseguia estar em qualquer lugar, fazendo o que eu quisesse fazer. Já não é mais assim, a liberdade que eu ganhava em meus sonhos e pensamentos deram lugar à angustia de não saber como seria de fato viver aquilo e, pior que isso, se eu conseguiria viver aquilo, enfim, deixaram de ser vivências não vividas e se tornaram planos não concretizados. vendo tudo isso agora, longe no tempo, noto que é melhor assim, pois vivencias não vividas serão sempre vivencias não vividas, já os planos não concretizados são sempre passiveis de serem realizados.