quinta-feira, 22 de abril de 2010

"UM REI ME DISSE QUE QUEM DEIXA IR TEM PRA SEMPRE
E me contou que só foi rei porque pensava assim tão diferente.”
te.

Faz muito que eu descobri que essa receita de relacionamento que todo mundo vende por aí não da certo. Esse papo de namoro, noivado, compromisso, isso só joga tudo pelo ralo, a partir do momento que vemos outra pessoa como alguém que tem um compromisso, um obrigação, paramos de vê-la como uma companhia e passamos a vê-la como alguém que nos deve satisfações, alguém que nos deve quando nos dispomos à ajudá-la, e não alguém à quem queremos ajudar. Cobrança é o termo correto, mas é uma cobrança diferente, que só existe entre casais, não é a mesma cobrança que existe entre amigos, por exemplo, amigos são amigos e se ajudam, quando se é amigo e algo desgostoso acontece se resolve, talvez não rápido, nem facilmente, mas se resolve e pronto. Tratando-se de um relacionamento de casal isso não funciona bem assim, acontece e aí nos sentimos no direito de retribuir e assim retribuímos coisas que a muito deviam ter sido deixadas pra trás o que torna esse sistema uma bola de neve e quando se nota já é tarde e se percebe que como casal a amizade já não existe mais, apenas a cobrança.

Por isso a partir de agora me torno adepto de outro tipo de relacionamento, um relacionamento que do meu ponto de vista funciona melhor, onde não existem regras nem cobranças, onde tudo começa e termina sem maiores explicações, cada um faz o que lhe parece certo. a partir do momento que o certo de um se torna desconfortável ao outro ambos se deixam ir e se tem pra sempre, sem brigas, sem ressentimentos e sem desgastar o afeto que um sentia pelo outro. Simples assim, como amigos que se abraçam na saudade.



terça-feira, 13 de abril de 2010

*

sOBRE vIVENCIA.

Acontece que as loucuras que eu vivia dentro de mim ja deram o que tinham que dar, já não me bastam. era muito bom quando, independente de onde eu estivesse, eu conseguia estar em qualquer lugar, fazendo o que eu quisesse fazer. Já não é mais assim, a liberdade que eu ganhava em meus sonhos e pensamentos deram lugar à angustia de não saber como seria de fato viver aquilo e, pior que isso, se eu conseguiria viver aquilo, enfim, deixaram de ser vivências não vividas e se tornaram planos não concretizados. vendo tudo isso agora, longe no tempo, noto que é melhor assim, pois vivencias não vividas serão sempre vivencias não vividas, já os planos não concretizados são sempre passiveis de serem realizados.