O Fantástico Mundo de Ícaro, ou não.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Noite.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Em um passado remoto perdi meu controle
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor
| Ah! Mãinha
| Deixa o ciúme chegar
| Deixa o ciúme passar
| E sigamos juntos
| Ah! Neguinha
| Deixa eu gostar de você
| Pra lá do meu coração
| Não me diga nunca não
Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Não valham dramáticos efeitos
Mas o que está depois
Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos, mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor
terça-feira, 17 de maio de 2011
Alegria Abafada

O som atravessava a janela aberta e enchia a sala, era suave e harmônico, um belo samba canção. Não era a primeira vez que eu o ouvia, à vários dias essas musicas, vindas de algum apartamento vizinho, me aqueciam nas tardes frias, tão baixinhas que pareciam tocadas pelo vento, a trilha sonora da cidade era sempre um samba canção. Busquei meu maço de cigarros na mesa e caminhei até a varanda na tentativa de descobrir de qual janela vinha essa música que me despertava tamanha atração porém fui surpreendido por uma voz doce, ingênua e afinada que entoava junto à canção.
Podia ver o disco rodando na vitrola e, junto dele, rodava uma moça de vestido solto e colorido, suas longas pernas de louça dançando lentamente enquanto seus cabelos negros balançavam suavemente, tocando sua pele morena na altura dos ombros desnudos, os olhos verdes, penetrantes e sinceros me fitando na poltrona, ao passo que sua boca vermelha me desafiava com sua voz atraente misturando timidez e curiosidade:
- Garanto que não sabes sambar...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Segredo
Passado Próximo, Futuro Recente.
Eu me encontro aqui. À uma hora da manhã de uma segunda feira, ouvindo Beatles e fumando um cigarro, deitado de cueca no meu quarto sem janelas e divagando sobre duvidas comuns às pessoas comuns. Me perguntando sobre minha história e quais partes delas dariam um bom conto ou, quem sabe, um livro inteiro. Lembrando de trechos saudosos e linhas impublicáveis.
Repassando mentalmente festas celebres, quatro ou cinco tipos de entorpecentes, quilômetros de asfalto, algumas mulheres nuas, centenas de cigarros, algumas experiências inesperadas, dois quartos de beira de estrada, fogueiras, barracas, sofás, mesas, bares, camas, e litros de cerveja. Talvez rolasse um curta-metragem ou talvez merecesse seqüência, mas tenho certeza que as próximas horas serão muito boas.
