domingo, 11 de julho de 2010


Mudanças e a volta à realidade.

Mudei muito nos últimos 12 meses, talvez até demais. Não sei se ainda me conheço e isso é estranho. Tenho feito coisas que nunca fiz, sentido coisas que antes não faziam sentido e tenho falado. Pra quem não sabe quem eu fui isso pode parecer estranho, mas sempre fui um cara reservado e até calculista, nunca abri a boca sem que eu já soubesse o que ia dizer, pra quem ia dizer e quais consequências isso traria mas os ares mudaram e agora eu simplesmente falo, descobri que talvez eu não soubesse e sim supusesse o que aconteceria e hoje em dia, tomado por uma estranha inconseqüência, eu ignoro minhas suposições e falo e faço.

Toda essa minha mudança veio acompanhada de um clima de aproveitar ao Maximo minha vida, é como se estivesse todo esse tempo de férias e agora sinto que minhas férias estão chegando ao fim, aos poucos eu vou mergulhando na realidade e me dando conta que eu tenho cada vez menos controle sobre o que me proponho e me dando cada vez mais conta de mim mesmo.

Organizando ideias eu noto que, agora, tenho consciência a meu respeito e que talvez saiba o que fazer. Agora sim, que seja Bem vindo resto do ano (:



Noites

“Algumas noites esquecidas

Algumas pra relembrar

Sofás virados na sala

Cervejas na mesa do bar.”

-

Seja Bem vindo resto do ano (:


Não tinha o intuito de postar nesse blog qualquer texto que não fosse meu, mas esse é uma homenagem a minha grande amiga Renata Mulinelli ;D

“A historia sem fim”

As paixões humanas são misteriosas, e as das crianças não o são menos

que as dos adultos. As pessoas que as experimentaram não as sabem

explicar, e as que nunca as viveram não as podem compreender. Há pessoas

que arriscam a vida para atingir o cume de uma montanha. Ninguém é capaz

de explicar por quê, nem mesmo elas. Outras arruínam-se para conquistar o

coração de uma determinada pessoa que nem quer saber delas. Outras, ainda,

destroem-se a si mesmas porque não são capazes de resistir aos prazeres da

mesa — ou da garrafa. Outras há que arriscam tudo o que possuem num jogo

de azar, ou sacrificam tudo a uma idéia fixa que nunca se pode realizar.

Algumas pensam que só podem ser felizes em outro lugar que não naquele

onde estão e vagueiam pelo mundo durante toda a vida. Há ainda as que não

descansam enquanto não conquistam o poder. Em suma, as .paixões são tão

diferentes quanto o são as pessoas.

A paixão de Bastian Baltasar Bux eram os livros.

Quem nunca passou tardes inteiras diante de um livro, com as orelhas

ardendo e o cabelo caído sobre o rosto, esquecido de tudo o que o rodeia e

sem se dar conta de que está com fome ou com frio…

Quem nunca se escondeu embaixo dos cobertores lendo um livro à luz

de uma lanterna, depois de o pai ou a mãe ou qualquer outro adulto lhe ter

apagado a luz, com o argumento bem-intencionado de que já é hora de ir

para a cama, pois no dia seguinte é preciso levantar cedo…

Quem nunca chorou, às escondidas ou na frente de todo mundo, lágrimas

amargas porque uma história maravilhosa chegou ao fim e é preciso dizer

adeus às personagens na companhia das quais se viveram tantas aventuras,

que foram amadas e admiradas, pelas quais se temeu ou ansiou, e sem cuja

companhia a vida parece vazia e sem sentido…

Quem não conhece tudo isto por experiência própria provavelmente não

poderá compreender o que Bastian fez em seguida.