terça-feira, 30 de março de 2010

*

Eu vivo da fumaça. Fumaça dos carros, que infestam os dias das grandes cidades. Fumaça da fabricas que nunca param. A fumaça das lareiras, que toma conta dos meus sentidos nas frias noites de inverno e a fumaça do meu cigarro, que me aquece o peito enquanto a brasa continua queimando…


terça-feira, 23 de março de 2010

*


deslize.

(in)sanidade momentânea

minha mente?

miscelânea.



segunda-feira, 22 de março de 2010

*

Exemplo...

…De confusão

Dois textos contrários

No mesmo verão…



*

já nem sei onde estou.


Levanto pra fumar um cigarro e fumo dois, queria uma água, mas busquei, em vão, o uísque que a muito eu sei não esta lá. Me contento então com meus cigarros e um chá verde bem industrializado. Penso na minha vida e não concluo nada. Não sei o que eu sou, não sei o que eu quero, quase não lembro do que já fui. Me pego sem saber o que eu realmente sinto, se estou triste, se quero estar triste ou se simplesmente desaprendi a ficar triste, essa última alternativa me parece mais razoável, não lembro a ultima vez que derramei mais que uma única lagrima. Não cogito a possibilidade de estar feliz, esse sentimento eu conheço muito bem e nunca foi assim. Talvez essa aflição que me percorre todas as noites solitárias dos últimos dias seja uma tristeza sufocada pela necessidade de força que por algum motivo me obriguei a ter, sinto como se quisesse chorar e não conseguisse, como se precisasse de algo e não soubesse o que é. Agora tenho quase certeza de que meu sentimento é a tristeza, uma tristeza que, de tanto ficar escondida, bem ali no fundo, acabou por escapar, abandonando no caminho seus motivos e me deixando completamente desorientado, virando quase outro sentimento. Um sentimento de vazio, como alguém que apenas sente amor, sem saber por quem ou o que, e não consegue amar por não ter a quem amar. Sinto vontade de chorar, sei que quero chorar mas não encontro um motivo pro choro e, entretido na busca, esqueço porque decidi procurar…