sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Bom Fim

"Me arrependo de dizer o que penso quando deveria dizer o que sinto."
Fabrício Carpinejar

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Segredo

As palavras que pronuncio
São minhas maiores confidentes,
Porque por mais que eu fale
Elas nunca dizem nada.

Passado Próximo, Futuro Recente.

Eu me encontro aqui. À uma hora da manhã de uma segunda feira, ouvindo Beatles e fumando um cigarro, deitado de cueca no meu quarto sem janelas e divagando sobre duvidas comuns às pessoas comuns. Me perguntando sobre minha história e quais partes delas dariam um bom conto ou, quem sabe, um livro inteiro. Lembrando de trechos saudosos e linhas impublicáveis.

Repassando mentalmente festas celebres, quatro ou cinco tipos de entorpecentes, quilômetros de asfalto, algumas mulheres nuas, centenas de cigarros, algumas experiências inesperadas, dois quartos de beira de estrada, fogueiras, barracas, sofás, mesas, bares, camas, e litros de cerveja. Talvez rolasse um curta-metragem ou talvez merecesse seqüência, mas tenho certeza que as próximas horas serão muito boas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dúvida

Ela abre os olhos ainda meio tonta e o observa pentear os cabelos. Levanta, calça as pantufas e escova os dentes enquanto imagina para que serviria tamanha variedade de cremes. Desce as escadas perfeitamente limpas fitando a coleção de discos da Madona, senta no sofá.
Ele desceu vestindo um hobby de veludo, abriu a geladeira e encheu a taça com seu suco de laranja favorito. Sentou, escolheu um disco e fumou seu cigarro.
Ouve-se o barulho das chaves, da porta da garagem, do motor do carro. O silêncio volta e logo é interrompido:
- Meu bem, de quem é esse batom?

domingo, 17 de outubro de 2010

Devaneio 2

Saudade
É quando a falta
É maior que o espaço.

Devaneio 1

E se a vida
Fosse um longa-metragem?
E se as minhas palavras
Apenas bastassem?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ta tudo muito estranho, me sinto como se não conseguisse mais ser a mesma pessoa, me sinto como se precisasse fugir, fugir disso tudo, dar uma folga pra mim mesmo de tudo que eu vivo todo dia.
Quebra na rotina, é disso que eu preciso, ver gente nova, fazer coisas novas, eu saí da minha antiga rotina e parei aqui, tudo era novo, mas com o tempo deixou de ser. agora me pego querendo demais entrar no proximo circulo vicioso de novidades, e sinto que cada vez que muda, menos tempo esse circulo dura, mais cedo quero uma nova rotina.
Essa necessidade de mudança talvez seja meu pior vício, e eu não sei se existe tratamento.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Rebobinando

Eu mudei muito de um tempo pra cá, mudei um pouco nos últimos dias e vou mudar um pouco daqui pra frente, mas são mudanças diferentes, nos últimos tempo eu mudei muito do que eu sempre fui, ultimamente eu mudei um pouco minha forma de agir e daqui pra frente vou mudar um pouco mais, mas por um tempo mais curto.

Transição, esse é o termo correto, mas de forma que é quase uma desistência por conta de uma auto-avaliação, ao contrario do que eu mudei em mim, o que eu mudei em como reagir às coisas não fez tão bem, não que não tenha feito bem, mas foi em curto prazo.

Me conhecendo como eu me conheço eu sei que pra voltar a ser como eu era eu vou ter que voltar um pouco mais, não reparem, portanto, numa repentina introspecção e oscilações entre altos e baixos, faz parte do meu processo e isso não dura muito. [:

Ainda em tempo, re-lendo esses trechos, noto que voltei um pouco à minha racionalidade, tantos termos difíceis juntos não fazem parte de mim em épocas sentimentais.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sequencia

Ta na hora de começar,
começar a ir atrás de tudo que eu ja comecei,
tudo que eu comecei a pensar
muito tempo atrás.

E parar,
parar de pensar por muitas horas
no tempo que eu levei pra notar.

Notar que,
quando menos se espera,
já não se tem mais tempo pra voltar
voltar ao começo
no qual, talvez,
eu não devesse pensar.

A Teoria do Relógio


Não podemos ir contra o tempo
Podemos atrasar o relógio
Mas eles são muitos
E um não atrasa o outro

Convença as pessoas a repensarem o tempo
tempo é conceito
E uma pessoa muda o conceito da outra

Nem todos objetos funcionam como uma linha de dominós
Mas pessoas não passam de domiós em linha
Só esperando um empurrãozinho

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

invariaveis

Quase um choque térmico, todo dia uma nova expectativa, todo dia uma nova duvida, todo dia uma nova mudança brusca na minha linha de raciocínio. Não sei lidar com isso, com coisas completamente fora do meu controle ou nem do meu controle mas da minha lista de possibilidades. Acordar sempre com uma opinião nova sobre um fato antigo, oscilar entre o que é, o que poderia ser e o que parece ser. Todas minhas hipóteses mais consistentes se enquadram perfeitamente nos três grupos acima. Isso mostra o quanto inconsistente são os meus fatos mais sólidos.

domingo, 11 de julho de 2010


Mudanças e a volta à realidade.

Mudei muito nos últimos 12 meses, talvez até demais. Não sei se ainda me conheço e isso é estranho. Tenho feito coisas que nunca fiz, sentido coisas que antes não faziam sentido e tenho falado. Pra quem não sabe quem eu fui isso pode parecer estranho, mas sempre fui um cara reservado e até calculista, nunca abri a boca sem que eu já soubesse o que ia dizer, pra quem ia dizer e quais consequências isso traria mas os ares mudaram e agora eu simplesmente falo, descobri que talvez eu não soubesse e sim supusesse o que aconteceria e hoje em dia, tomado por uma estranha inconseqüência, eu ignoro minhas suposições e falo e faço.

Toda essa minha mudança veio acompanhada de um clima de aproveitar ao Maximo minha vida, é como se estivesse todo esse tempo de férias e agora sinto que minhas férias estão chegando ao fim, aos poucos eu vou mergulhando na realidade e me dando conta que eu tenho cada vez menos controle sobre o que me proponho e me dando cada vez mais conta de mim mesmo.

Organizando ideias eu noto que, agora, tenho consciência a meu respeito e que talvez saiba o que fazer. Agora sim, que seja Bem vindo resto do ano (:



Noites

“Algumas noites esquecidas

Algumas pra relembrar

Sofás virados na sala

Cervejas na mesa do bar.”

-

Seja Bem vindo resto do ano (:


Não tinha o intuito de postar nesse blog qualquer texto que não fosse meu, mas esse é uma homenagem a minha grande amiga Renata Mulinelli ;D

“A historia sem fim”

As paixões humanas são misteriosas, e as das crianças não o são menos

que as dos adultos. As pessoas que as experimentaram não as sabem

explicar, e as que nunca as viveram não as podem compreender. Há pessoas

que arriscam a vida para atingir o cume de uma montanha. Ninguém é capaz

de explicar por quê, nem mesmo elas. Outras arruínam-se para conquistar o

coração de uma determinada pessoa que nem quer saber delas. Outras, ainda,

destroem-se a si mesmas porque não são capazes de resistir aos prazeres da

mesa — ou da garrafa. Outras há que arriscam tudo o que possuem num jogo

de azar, ou sacrificam tudo a uma idéia fixa que nunca se pode realizar.

Algumas pensam que só podem ser felizes em outro lugar que não naquele

onde estão e vagueiam pelo mundo durante toda a vida. Há ainda as que não

descansam enquanto não conquistam o poder. Em suma, as .paixões são tão

diferentes quanto o são as pessoas.

A paixão de Bastian Baltasar Bux eram os livros.

Quem nunca passou tardes inteiras diante de um livro, com as orelhas

ardendo e o cabelo caído sobre o rosto, esquecido de tudo o que o rodeia e

sem se dar conta de que está com fome ou com frio…

Quem nunca se escondeu embaixo dos cobertores lendo um livro à luz

de uma lanterna, depois de o pai ou a mãe ou qualquer outro adulto lhe ter

apagado a luz, com o argumento bem-intencionado de que já é hora de ir

para a cama, pois no dia seguinte é preciso levantar cedo…

Quem nunca chorou, às escondidas ou na frente de todo mundo, lágrimas

amargas porque uma história maravilhosa chegou ao fim e é preciso dizer

adeus às personagens na companhia das quais se viveram tantas aventuras,

que foram amadas e admiradas, pelas quais se temeu ou ansiou, e sem cuja

companhia a vida parece vazia e sem sentido…

Quem não conhece tudo isto por experiência própria provavelmente não

poderá compreender o que Bastian fez em seguida.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

"UM REI ME DISSE QUE QUEM DEIXA IR TEM PRA SEMPRE
E me contou que só foi rei porque pensava assim tão diferente.”
te.

Faz muito que eu descobri que essa receita de relacionamento que todo mundo vende por aí não da certo. Esse papo de namoro, noivado, compromisso, isso só joga tudo pelo ralo, a partir do momento que vemos outra pessoa como alguém que tem um compromisso, um obrigação, paramos de vê-la como uma companhia e passamos a vê-la como alguém que nos deve satisfações, alguém que nos deve quando nos dispomos à ajudá-la, e não alguém à quem queremos ajudar. Cobrança é o termo correto, mas é uma cobrança diferente, que só existe entre casais, não é a mesma cobrança que existe entre amigos, por exemplo, amigos são amigos e se ajudam, quando se é amigo e algo desgostoso acontece se resolve, talvez não rápido, nem facilmente, mas se resolve e pronto. Tratando-se de um relacionamento de casal isso não funciona bem assim, acontece e aí nos sentimos no direito de retribuir e assim retribuímos coisas que a muito deviam ter sido deixadas pra trás o que torna esse sistema uma bola de neve e quando se nota já é tarde e se percebe que como casal a amizade já não existe mais, apenas a cobrança.

Por isso a partir de agora me torno adepto de outro tipo de relacionamento, um relacionamento que do meu ponto de vista funciona melhor, onde não existem regras nem cobranças, onde tudo começa e termina sem maiores explicações, cada um faz o que lhe parece certo. a partir do momento que o certo de um se torna desconfortável ao outro ambos se deixam ir e se tem pra sempre, sem brigas, sem ressentimentos e sem desgastar o afeto que um sentia pelo outro. Simples assim, como amigos que se abraçam na saudade.



terça-feira, 13 de abril de 2010

*

sOBRE vIVENCIA.

Acontece que as loucuras que eu vivia dentro de mim ja deram o que tinham que dar, já não me bastam. era muito bom quando, independente de onde eu estivesse, eu conseguia estar em qualquer lugar, fazendo o que eu quisesse fazer. Já não é mais assim, a liberdade que eu ganhava em meus sonhos e pensamentos deram lugar à angustia de não saber como seria de fato viver aquilo e, pior que isso, se eu conseguiria viver aquilo, enfim, deixaram de ser vivências não vividas e se tornaram planos não concretizados. vendo tudo isso agora, longe no tempo, noto que é melhor assim, pois vivencias não vividas serão sempre vivencias não vividas, já os planos não concretizados são sempre passiveis de serem realizados.


terça-feira, 30 de março de 2010

*

Eu vivo da fumaça. Fumaça dos carros, que infestam os dias das grandes cidades. Fumaça da fabricas que nunca param. A fumaça das lareiras, que toma conta dos meus sentidos nas frias noites de inverno e a fumaça do meu cigarro, que me aquece o peito enquanto a brasa continua queimando…


terça-feira, 23 de março de 2010

*


deslize.

(in)sanidade momentânea

minha mente?

miscelânea.



segunda-feira, 22 de março de 2010

*

Exemplo...

…De confusão

Dois textos contrários

No mesmo verão…



*

já nem sei onde estou.


Levanto pra fumar um cigarro e fumo dois, queria uma água, mas busquei, em vão, o uísque que a muito eu sei não esta lá. Me contento então com meus cigarros e um chá verde bem industrializado. Penso na minha vida e não concluo nada. Não sei o que eu sou, não sei o que eu quero, quase não lembro do que já fui. Me pego sem saber o que eu realmente sinto, se estou triste, se quero estar triste ou se simplesmente desaprendi a ficar triste, essa última alternativa me parece mais razoável, não lembro a ultima vez que derramei mais que uma única lagrima. Não cogito a possibilidade de estar feliz, esse sentimento eu conheço muito bem e nunca foi assim. Talvez essa aflição que me percorre todas as noites solitárias dos últimos dias seja uma tristeza sufocada pela necessidade de força que por algum motivo me obriguei a ter, sinto como se quisesse chorar e não conseguisse, como se precisasse de algo e não soubesse o que é. Agora tenho quase certeza de que meu sentimento é a tristeza, uma tristeza que, de tanto ficar escondida, bem ali no fundo, acabou por escapar, abandonando no caminho seus motivos e me deixando completamente desorientado, virando quase outro sentimento. Um sentimento de vazio, como alguém que apenas sente amor, sem saber por quem ou o que, e não consegue amar por não ter a quem amar. Sinto vontade de chorar, sei que quero chorar mas não encontro um motivo pro choro e, entretido na busca, esqueço porque decidi procurar…